SUTRAF-AU articula realização do Minha Casa Minha Vida Rural em Marcelino Ramos
Quatro famílias do Alto Uruguai foram contempladas com contratos do Minha Casa Minha Vida Rural, em Marcelino Ramos.
Nesta terça-feira, 15 de julho, agricultores e agricultoras familiares de Marcelino Ramos deram um passo importante rumo à concretização de um sonho: assinaram os contratos do Programa Minha Casa Minha Vida Rural. A ação é fruto da articulação do Sindicato Unificado dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Alto Uruguai (SUTRAF-AU), junto à Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF-RS) — responsável pela realização do programa — e à Cooperativa de Habitação dos Agricultores Familiares (Cooperhaf), que participa da execução técnica dos projetos.
O SUTRAF-AU teve papel decisivo na mobilização das famílias, organização da demanda habitacional e acompanhamento de todas as etapas até a assinatura dos contratos. Para a coordenadora do sindicato em Marcelino Ramos, Graciela Cassol, o momento representa uma vitória da luta coletiva: “Estamos muito honrados com a conquista. Marcelino Ramos é o único município da região do Alto Uruguai contemplado nesta etapa. Isso é resultado direto do trabalho do sindicato, que há anos busca garantir moradia digna para as famílias agricultoras. Agora seguimos acompanhando de perto as obras e oferecendo apoio social aos beneficiários.”
Segundo o presidente da Cooperhaf, Ari Pertuzatti, o programa — retomado em 2023 na modalidade rural e para entidades — beneficiará quatro famílias do município. Cada unidade habitacional receberá subsídio de R$ 70 mil, com contrapartida de apenas R$ 750 por parte do agricultor. “Este é o segundo contrato coletivo que assinamos no Rio Grande do Sul desde a retomada do programa. O primeiro foi em São João da Urtiga. Esse resultado só foi possível graças à atuação conjunta entre Cooperhaf, FETRAF e sindicatos como o SUTRAF-AU, que têm presença direta nas comunidades”, destacou Pertuzatti.
Moradia digna no campo: um sonho realizado
Entre os beneficiários está a agricultora Romilda Maletezke, produtora de laranja, mandioca e feijão. Ela expressou sua emoção ao ser contemplada. “É um sonho antigo que agora vai se realizar. Estou muito feliz, e só tenho gratidão a todos que contribuíram para que eu possa ter minha casa nova.”
Habitação como política pública essencial
Após sete anos de paralisação, a retomada do Minha Casa Minha Vida Rural representa um avanço expressivo para a agricultura familiar. Com os contratos assinados, as obras poderão ser iniciadas, com acompanhamento técnico da Cooperhaf e supervisão social do sindicato.
As casas seguem padrão aprovado pela Caixa Econômica Federal e são pensadas para garantir mais do que apenas abrigo: promovem qualidade de vida, com estrutura para horta, pomar, jardim e saneamento, fortalecendo a permanência das famílias no campo com dignidade.
Programa em expansão
O Governo Federal anunciou a contratação de 112,5 mil moradias rurais em todo o Brasil, com previsão de 50 mil unidades contratadas nos próximos meses. Apenas nos três estados do Sul (RS, SC e PR), a Cooperhaf já selecionou 300 unidades habitacionais.
Desde 2009, a Cooperhaf é certificada pela Caixa Econômica Federal como entidade organizadora e segue comprometida com a inclusão social no campo. A atuação do SUTRAF-AU e da FETRAF-RS reforça que a organização coletiva é essencial para conquistar políticas públicas efetivas para a agricultura familiar. “Não é apenas uma casa. É dignidade, é qualidade de vida. E tudo isso só é possível com a forte parceria entre a base sindical, a FETRAF e as entidades técnicas como a Cooperhaf”, concluiu Pertuzatti.
- Autor: SUTRAF-AU
- Imagens: Divulgação