Primeiro ano da Unidade de Ponte Preta soma R$ 5,5 milhões, 85 mil sacas e 147 associados
Cooperativa Nossa Terra apresentou o balanço a lideranças locais no sábado, 8, e entregou ao poder público o relatório de prestação de contas dos investimentos e das metas acordadas.
A Unidade de Ponte Preta da Cooperativa Nossa Terra completou o primeiro ano de operação com 85 mil sacas de milho, feijão e trigo movimentadas, adquiridas de 147 associados de Ponte Preta e região. Os números foram apresentados no sábado, 8 de agosto, em encontro realizado na própria unidade, e a apresentação ficou a cargo do diretor agropecuário Bernardo Arsego. O investimento na estrutura passa de R$ 5,5 milhões.
O dado dos 147 associados é o que dá dimensão ao volume. Sacas, isoladas, podem ser obra de poucas cargas grandes. Número de produtores mostra outra coisa: quantas propriedades passaram a contar com a unidade na rotina de comercialização. Em doze meses, isso deixa de ser efeito de inauguração.
“A unidade recebe o produto, mas o trabalho começa antes disso, na lavoura. Neste primeiro ano nós conseguimos fechar esse ciclo em Ponte Preta: o associado tem semente, tem insumo, tem acompanhamento técnico e tem para quem entregar o que colheu. Quando as pontas se encontram, o resultado aparece na renda da propriedade.”, disse Bernardo Arsego, diretor Agropecuário.
Ao longo do primeiro ano, a unidade também começou a operar o fornecimento de insumos e sementes aos associados, dentro de projetos de apoio à produção e à transição agrícola. A cooperativa prepara agora a abertura de um novo espaço destinado a insumos químicos e biológicos, e uma nova equipe técnica passa a atuar no atendimento aos produtores.
Essas frentes se organizam sob o projeto Aliança Nossa Terra, que reúne em um mesmo desenho a aquisição da produção, a assistência técnica e o fornecimento de insumos, sementes e tecnologias de produção. A lógica é direta e o produtor reconhece na conta dele: de um lado, mercado garantido para o que ele colhe e acompanhamento técnico na lavoura; de outro, custo de produção menor pela compra estruturada de insumos. O que sobra dessa diferença é renda que fica na propriedade.
Durante o encontro, a cooperativa entregou à Prefeitura de Ponte Preta, aos vereadores e ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico o relatório de prestação de contas dos investimentos realizados e do cumprimento das metas acordadas com o poder público.
O ato reuniu conselheiros fiscais e de administração da cooperativa, o diretor de negócios e o diretor agropecuário, colaboradores da equipe da unidade, os prefeitos de Ponte Preta e de Paulo Bento, secretários municipais, vereadores, integrantes do Conselho Municipal de Desenvolvimento de Ponte Preta e imprensa convidada. Ao final da apresentação, os visitantes percorreram as instalações. O encerramento foi com almoço no salão da comunidade.
O aniversário da unidade acontece em ano de marco para a cooperativa. Em 2026, a Nossa Terra celebra o Jubileu de 25 anos, e Ponte Preta entra nesse percurso com resultado consolidado, não com estrutura a apresentar.
“Entregamos para Ponte Preta mais do que um relatório de prestação de contas. Entregamos resultado prático de um trabalho coletivo, e o reconhecimento de que este projeto tem importância na vida de muitas famílias. Para os nossos conselheiros, foi também um momento de integração com quem opera a unidade no dia a dia. É assim que a cooperativa cresce nos municípios onde está, ficando perto de quem produz”, afirma Adelmir Gaiardo, presidente da Cooperativa Nossa Terra.
O segundo ano de operação começa com a estrutura rodada, o quadro de associados formado e novas frentes em implantação no município.
- Autor: Tiaraju de Almeida Jornalista & Estrate
- Imagens: Divulgação




