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Animais de estimação ajudam no desenvolvimento das crianças

Data da Noticia 30/11/2020
Os pets são excelentes companhias desde os primeiros dias de vida

Um estudo feito na Austrália e publicado na revista Pediatric Research apontou que crianças que tinham contato direto com cães apresentaram 30% menos chances de problemas de relacionamento com seus colegas em comparação às que não conviviam com animais. Além disso, 40% delas tinham mais facilidade de conviver com outras pessoas e 34% eram mais engajadas em situações de convivência.   

Segundo a psicóloga pediátrica e perinatal, Marisa Marantes Sanchez, a convivência de crianças com animais de estimação mostra efeitos benéficos para elas, de maneira global. “Os animais de estimação auxiliam bastante a criança no desenvolvimento emocional, cognitivo, físico, social. Trabalho há 30 anos em hospital e observamos que quando recebemos a visita do pet junto ao leito pediátrico, a criança tem uma reação emocional em que fica mais motivada e responde melhor ao tratamento”, afirma.

A psicóloga lembra que pesquisas realizadas por profissionais da veterinária e da saúde apontam que essa convivência diminui o estresse, em função dessa troca de afeto. “O toque, que é muito importante, a possibilidade da criança poder tocar no animal libera a ocitocina, que é o hormônio do prazer e diminui o cortisol, o hormônio do estresse. Com isso, é trazida essa sensação de bem-estar, trazendo confiança, afeto, o que é muito importante para a criança”, explica.

A profissional ainda destaca os benefícios físicos, já que a maioria dos animais gosta de correr e brincar, o que acaba incentivando as crianças a praticarem atividade física. “Os animais têm a função de serem facilitadores sociais. Vão ensinar a criança a trocar afeto, a dar e receber. Se ela amar seu cachorro, ele vai ficar. Se ela machucar, ele vai fugir. Isso também vai ensinando pra ela como agir com o outro e respeitar o seu espaço e suas vontades”, exemplifica Marisa.

Reflexos no desenvolvimento

A convivência com animais da infância pode trazer reflexos positivos no desenvolvimento das crianças durante a vida. Por exemplo: para um bebê, com idade até dois anos, tocar no animal e estar mais próximo ajuda bastante no desenvolvimento da ocitocina e do prazer. Já as crianças um pouco maiores, já podem dar comida e água para seu pet, ajudar na hora de passear. “Com isso, o senso de responsabilidade dessa criança já começa a ser desenvolvido de uma maneira muito sutil, pois ela é pequena, mas vai aprendendo a lidar com as necessidades desse animal. Isso vai gerando uma autoconfiança, e ela vai sedimentando a auto estima que vai ser fundamental na vida social e de interação”, explica a psicóloga.

Já para crianças a partir de sete anos, que já sabem ler, podem consumir conteúdos a respeito do seu animal de estimação. “Isso vai fazer com que ela conheça melhor o seu animal. Na medida que ela vai entendendo como um cachorro se comporta diante da satisfação e do medo, por exemplo, esse animal vai balizando na própria criança o seu controle dos seus estados de humor e suas emoções”, ressalta Marisa. “Ela também vai se permitindo conectar com as suas próprias emoções, ou seja, na medida em que ela vai observando o que deixa um cachorro feliz ou triste, ela também vai balizando dentro dela própria que emoções ela tem que podem ser ativadas”, complementa. 

A psicóloga finaliza ressaltando que, independente do tipo e tamanho do animal, a convivência com as crianças deve ser monitorada, pois as crianças não têm noção de força e perigo.

Por Mariana Nunes



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  • Autor: Bellamais - Correio do Povo
  • Imagens: Unsplash

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