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Reportagem aponta presença de agrotóxicos na água que abastece Erechim

Data da Noticia 22/04/2019
Corsan diz que a água distribuída à população atende rigorosamente à legislação brasileira que determina os parâmetros de potabilidade da água para os sistemas de abastecimento

De um total de 27 pesticidas que as empresas de abastecimento são obrigadas a testar, 14 foram detectados na água oferecida à população de Erechim. Os dados da Capital da Amizade compõem uma investigação conjunta realizada pela Agência Pública, Repórter Brasil e a organização suíça Public Eye, a partir de dados do Ministério da Saúde. As informações são parte do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), que reúne os resultados de testes feitos pelas empresas de abastecimento.

No entanto, em nenhum dos testes os defensivos agrícolas detectados na água do lago de captação apresentavam concentração acima do limite considerado seguro no Brasil. A substância atrazina, foi encontrada em concentração superior aos limites considerados seguros na Europa. Essa substância é princípio ativo de herbicidas utilizados na cultura do milho, e sua presença no organismo está associada a doenças crônicas como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos. O produto é proibido na Europa desde 2004. O herbicida está na lista da Pesticide Action Network (PAN) avaliado como Altamente Perigoso. A atrazina é classificada pela União Europeia como uma substância com evidências de causar distúrbios endócrinos, que afeta o sistema hormonal. Outros quatro produtos associados a doenças como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos também foram encontrados.

A Corsan por sua vez informa que os dados do Sisagua se referem à água bruta, e que sempre que é detectado algum agrotóxico na água bruta, é realizada a análise da água tratada correspondente, não havendo histórico de presença desse agente após o tratamento.

Entre 2014 e 2017 foram feitos apenas dois testes para a maioria dos produtos detectados na água de Erechim, sendo que todos que tiveram sua presença buscada apenas nessas ocasiões apareceram nos exames. Outros foram examinados em até 17 testes, como por exemplo a atrazina, que foi detectada em quatro dos 17 testes realizados no período. Essa situação também é preocupante, pois a quantidade de produto na água pode variar de acordo com a época de sua aplicação nas lavouras.

Outro ponto a ser destacado é que a água do reservatório que abastece Erechim apresentou a presença, mesmo que em quantidade inferior ao previsto como seguro, de produtos cujo uso está proibido no Brasil. Um desses casos é o do produto conhecido como “chumbinho”, altamente letal, e usado por contraventores para matar animais, e que acabou proibido em virtude de acidentes com pessoas.

  • Autor: Atmosfera Online
  • Imagens: Portal Por Trás do Alimento

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